domingo, 15 de janeiro de 2012

Hellraiser: Renascidos do Inferno (2003) – Por Bianca Alves

Título Original: Hellraiser
Gênero: Terror
Direção: Clive Barker
Roteiro: Clive Barker, Joanna Johnston, Robin Vidgeon
Produtores:
Elenco: Andrew Robison, Clare Higgins, Ashley Laurence, Sean Chapman
Estúdio: Rivdel Films, Cinemarque Entertainment BV, Film Futures
País de Origem: Grã-Betanha
Estreia no Brasil: 1987
Estreia Mundial: 18 de Setembro de 1987
Duração: 94 minutos
Sinopse: Frank Cotton (Sean Chapman) é um conhecedor da depravação sexual, que busca a mais nova experiência sensual e compra um belo e intrincado cubo de quebra-cabeças. Só que Frank tem uma experiência atra com o cubo, ao resolver o enigma e abrir as portas do Inferno e do Céu, o que provoca sua morte. Após vários anos seu irmão, Larry (Andrew Robinson), que ignora o que aconteceu com Frank, decide voltar para a casa da família, que estava fechada há dez anos. Larry se muda juntamente com sua segunda esposa, Julia (Clare Higgins), mas sua filha, Kirsty (Ashley Laurence), optou por morar sozinha. Um acidente faz o sangue de Larry cair no chão do sótão, o que faz com ocorra a ressurreição de Frank. Porém o corpo dele está só meio composto, assim procura a ajuda de Julia, com quem tivera um tórrido envolvimento, para ter novamente a forma humana. Ainda secretamente apaixonada por Frank, Julia o ajuda seduzindo homens da cidade e levando-os até a casa, pois assim seu renascido amante pode beber o sangue deles, para assim recuperar seu aspecto humano.
Crítica: Renascidos do Inferno é o primeiro filme da octologia Hellraiser, é também o primeiro que vejo. Então logo postarei outras criticas dos demais filmes. É o primeiro da série, mas um dos mais agoniantes filmes de terror que já vi. E pretendo ver os outros sete o mais rápido possível. Sem duvidas serão meus melhores textos aqui do blog. Aguardem.

Apesar de ser um filme não muito longo (cerca de 1h e 33 min) Hellraiser prende totalmente a sua atenção, não é como em filmes mais atuais do gênero, onde a emoção demora a começar. Mesmo com pouco sangue no inicio, os acontecimentos vão aguçando mais e mais a curiosidade de quem está assistindo. Hellraiser I é um filme sério, adulto, com efeitos e atuações impecáveis. Extremamente bem feito. O filme com tecidos e sangue humano mais horrendo que já vi.
Todo estruturado naquele tipo de cena que você pensa duas vezes antes de assistir. Frank sendo reconstituindo em meio a toda aquela gosma foi um nojo eterno. Mais uma vez tive a prova que não se fazem mais filmes como antigamente. São obras primas assim que amantes do cinema não podem deixar de assistir (amantes jovens eu diria, pois acredito que Hellraiser já tirou muitas noites de sono dos adultos de hoje).
Não posso deixar de falar dos Cenobitas, umas das criaturas mais agoniantes do gênero. São de revirar o estômago. Não gostei do fato de terem demorado tanto para aparecer. Mas é como dizem, o melhor sempre vem por último.
Mas há algo que não me deixou muito satisfeita. Tudo bem que Julia teve um intenso relaciomento com Frank, mas vê-la matando tão facilmente para ajuda-lo a ‘‘reviver’’, sem hesitar ou pedir explicações... Tal fato ficou um pouco vago pra mim. Talvez a enorme atração que ela sentia pelo amante seja mesmo a única explicação, afinal mesmo com aquela aparência, ela ainda o desejo. O pior - Ou seria melhor? Gostei do fato de no fim ela ter tido o mesmo fim de suas vítimas - é que Frank a mata no fim, por engano ou não, ela morre recebendo uma bela fala de Frank: “Não é nada pessoal”.
Bom, pra quem gosta daquele nervoso típico de filme de terror, é a escolha certa. Veremos agora o restante dos filmes. E pelo que já li são tão bons quanto o primeiro.
Minha avaliação: 4 popcorn’s. Filme muito bem feito e sério. E o realismo das cenas continua, mesmo depois do aprimoramento de tantos efeitos especiais que temos atualmente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário